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A gente faz dos nossos domingos um refúgio...

E assim aprendemos que a falta que voce me faz e que eu te faço atormenta nossas vontades.



Escrito por Pedro Vinícius às 21h30
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Confianças:

Diz-se por aí que a confiança fede!

Ora, nós construímos nossas vidas embasados na perspectiva da intensidade de uma amizade, de um amor, enfim de uma relação que se preze.

            Por fim nos deparamos com um amontoado de situações mal resolvidas, de embaraços e um monte de sorrisos entre lágrimas e um monte de dores entre conquistas.

            Como há de se esperar, ou melhor, o que sempre aconteceu desde os primórdios, é que as pessoas têm uma vida livre e intensificada pela força suprema do livre-arbítrio. Mas, o fato de termos a obrigação de justificar nossas faltas para alguém que estabeleceu uma relação firme conosco, torna-nos equivalente aos que se permanecem inseguros e hipócritas.

            Diz-se por aí que a confiança enoja, mas deve ser pelo fato de cada um ter que permanecer imutável, passivo, cabisbaixo, receptivo com aqueles que um dia foram ou ainda são alguém que manteve ou mantém algum tipo de vínculo conosco e confunde o preço e a distinção do apreço com a dominação pessoal.

Pedro Vinícius.



Escrito por Pedro Vinícius às 18h39
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Enquanto eu converso com aquele você que existe dentro de mim:

 

É que às vezes essas coisas ficam impregnadas dentro da gente...

E o que tem dentro da gente que nos habilita tamanha ironia, ou aspereza?

Como é que dentro dos beijos pode existir algo que não está inserido dentro do amor e nos fazer mal?

Limitamos-nos ao passo que nos conformamos com palavras, gestos, atitudes. E então, atitudes alheias que falam por nós são pedaços da gente? Ou deixamos de ser quando somos representados pelos alheios e isso se torna um hábito?

 

Acontece que por vezes eu penso num vazio... Eu sei que você não gosta de ouvir os seus defeitos, tampouco eu... E agora eu sei que faço parte de você.

 

É que às vezes essas coisas ficam impregnadas dentro da gente... Tão lá no fundo que a gente não percebe o motivo de nossos automatismos, tiques, expressões involuntárias de uma mente embotada de pensamentos afoitos e severas batidas de um coração cansado.

 

Se eu quiser, eu chovo em você, pois sei que você já se choveu em mim.

Se eu quiser, mas eu sempre chovo...

E quando eu chovo, como agora, você nota que já estamos distantes, tão distantes que precisamos nos abraçar.

É daí que surge o abraço, quando eu me percebo sem chão diante da força que sai de você e afeta esse “eu” que existe dentro de mim que às vezes não sou eu, somos “nós”.

 

É que às vezes essas coisas ficam impregnadas dentro da gente...

muito impregnadas dentro da gente...

 



Escrito por Pedro Vinícius às 17h02
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    Não é inteligente interrogar coisas óbvias. Difícil é aceita-las como eventualidades comuns em nossa vida.

    Eu não sei se existem mais pessoas felizes do que tristes ou o contrário, e, na verdade nem queria saber (uma coisa óbvia, o apontamento de algo banal. Lástima!). As pessoas se movem pelo que anseiam e isso é fato (mais uma coisa óbvia e deve ser por isso que ninguém gosta de interesseiros)!

    No entanto, a gente nunca sabe explicar porque o peito dói. Engraçado que depois de certo tempo, nunca conseguimos tirar o gosto do prazer que fica impregnado nas nossas bocas e no final das contas esquecemos que aquilo era somente mais uma lembrança boa que nunca mais reviverá.

    Inteligente ou não, a gente só é apenas um monte de coisas, que comem coisas, vestem coisas e buscam coisas e se emendam em outras coisas. E no final somos exóticos só para explicar mais um bando de coisas que tiveram forças sobre nós.

    Eu escuto uma musica tão melancólica agora que afeta todos os estados das imagens que se projetam a mim.

    Mas eu vou brincando de supervalorizar o apreço enquanto escuto tique-taques.

    Venha, vamos colher estrelas num céu distante, desconhecido e adormecido.

 



Escrito por Pedro Vinícius às 23h38
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Escrito por Pedro Vinícius às 20h22
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Escrito por Pedro Vinícius às 23h02
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"Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume... "

Dino.



Escrito por Pedro Vinícius às 15h03
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Escrito por Pedro Vinícius às 21h28
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Peristáltico:

 

Nem sempre podemos carregar conosco aquilo que mais desejamos, é certo.

Eu penso nisso quando respeito a sua decisão

Penso que muita coisa poderia ser desconectada para não gerar sofrimento em outra

Pois, tudo depende do laço existente entre coisas e coisas... Uma correlação.

 

Sempre há pensamentos que não conduzimos seu preceder..

Por que às vezes a gente pensa em ter que fazer algo como se fosse a ultima vez?

Por que a nostalgia?

Por que choramos quando nos deparamos com um beijo que fulano ganhou e na verdade aquele beijo era para ser seu?

 

E se um dia nos dermos de frente com uma caixa de papelão escrito nosso nome?

Eu falo do seu nome completo rolando pelas ruas...

 

Acho que as coisas andam tão estranhas em nossos dias

Não é sendo pessimista, mas as nuvens quando se fecham estão mais negras.

E o aperto no peito que me devora, não é comum só a mim.

 

De tudo que colocamos em xeque e quando colocamos

Tudo isso depende de uma ação que involuntariamente realizamos

A questão é que às vezes somos tão mecânicos que não nos damos conta de quantas máscaras usamos.

 

Aonde é mesmo que mora aquele senhor que perguntava sempre pro José o que fazer?

Ou melhor, aonde é que está José?

 

 

 

Pedro Vinícius.



Escrito por Pedro Vinícius às 19h34
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 Parte de um pedaço de "As trágicas desventuras de Marcello Poulão e seus amigos".



Escrito por Pedro Vinícius às 23h11
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Escrito por Pedro Vinícius às 19h17
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    A questão é que uma vez ouvi algo sobre “linha do destino”.

    Essa tal linha do destino consiste em uma linha invisível que parte do nosso dedo anelar ou médio e se perde em algum lugar tendo como extremo o dedo médio ou anelar de uma outra pessoa.

    Então se um dia você encontrar uma pessoa e por surpresa ela tenha a sua linha do destino, nunca mais você vai querer se separar dela e pode ter certeza de que ela também nunca mais quererá ao menos imaginar a sua ausência.

    Não terá aquela coisa de “deixa pra amanha” ou “eu não estou disposto agora” é tão simples que a vontade de um será a do outro e todas as musicas serão para serem dançadas apertadinho sem se importar com a incoerência do mundo.

    É normal dizer que a pessoa que tem a mesma linha que eu será um outro eu e esse eu comigo fará com que eu seja feliz para sempre!

    A questão é que a gente não é obrigado a encontrar a outra pessoa e existem casos incontáveis de pessoas que se foram se ter o conhecimento do outro eu em outro lado.

    Sei que você se interessou mas, meu bem, essa musica tão calma, esse chão tablado, meu paletó e o seu vestido nos convidando para dançar com os rostos coladinhos... Deixa para pensar em linha do destino quando eu virar as costas e no vermelho do seu rostinho só restar um pouco do meu perfume que eu penso em você quando ver a mancha que seus lábios deixaram no meu colarinho.

 

 

Ps: Penny, muito obrigado por me lembrar "o nome do dedo"!

 



Escrito por Pedro Vinícius às 22h12
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Escrito por Pedro Vinícius às 09h03
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Escrito por Pedro Vinícius às 09h27
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Segunda parte de "Hoje":



Escrito por Pedro Vinícius às 09h26
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